SP sedia Simpósio Internacional de Atualização de Doenças da Tireoide

Evento destaca a importância da aplicabilidade de testes moleculares na determinação de conduta frente aos nódulos de tireóide indeterminados.

por Dr. Henrique Chacon M. N. dos Santos – Unicamp

 

Nos dias 08/11 e 09/11 participamos, na cidade de São Paulo, do III SIADTI (Simpósio Internacional de Atualização de Doenças da Tireoide), organizado pelo Dr. Erivelto Volpi, que nos brindou com uma diversidade de temas sobre doenças tireoidianas, abordando panoramas tanto do manejo clínico das doenças da glândula quanto das indicações de tratamento cirúrgico com a tireoidectomia parcial e total. O que permitiu um aprimoramento quanto às possibilidades de indicações.

Foram feitas colocações muito pertinentes dos nossos convidados internacionais, Dra. Angela Leung e Dr. Quan Yang-Duh. Presenciamos também exposições de palestras didáticas, ricas e descontraídas que tornaram estes dois dias de imersão nas doenças da tireoide muito prazerosos.

A palestra da Dra. Angela chamou a atenção para a quantidade de produtos sintéticos e naturais que podem corroborar para alterações tireoidianas, inclusive neoplásicas e que precisam de mais estudos para que seu impacto seja melhor avaliado e para que possamos orientar nossos pacientes com relação a quais substâncias evitar ou retirar do uso rotineiro.

Destaco também a, cada vez mais crescente, aplicabilidade dos testes moleculares como uma ferramenta e alternativa para auxiliar nossa conduta frente aos nódulos indeterminados da tireoide possibilitando uma melhor indicação de nossos procedimentos cirúrgicos, ainda que seu acesso seja difícil para a maior parte da população.

Outro tópico abordado foi a tireoidectomia transoral, que vem ganhando destaque e espaço no âmbito da cirurgia de cabeça e pescoço, trazendo uma alternativa para os pacientes que desejam realizar a cirurgia sem uma cicatriz aparente. Nesse ponto contamos com a expertise do Dr. Quan Yang-Duh para nos apresentar os dados internacionais já disponíveis da técnica e debater com relação a sua aplicabilidade.

Ganhou destaque, em ambos os dias, o manejo dos nódulos tireoidianos, reforçando a importância de um  ultrassom bem feito e como isso pode nos direcionar durante nosso seguimento e indicações de tratamento.

Para os nódulos sabidamente benignos, a ablação por radiofrequência vem como uma forte alternativa para o tratamento destas lesões mudando o panorama geral do que se faz atualmente, ainda que sua aplicação esteja em uma fase inicial, já pode ser considerada como uma ferramenta a mais nestes casos.

Em relação aos nódulos malignos, o debate girou em torno da possibilidade de realização de uma vigilância ativa ou procedimento cirúrgico, dentre os quais, a tireoidectomia parcial ganhando certo destaque como opção para nódulos de baixo risco. Por fim, no último dia tivemos uma discussão de casos clínicos muito interessante, regada a bom humor e com uma interação muito produtiva entre debatedores e a plateia diversificada encerrando, assim, as atividades do curso.