SBCCP na Comissão de Seguridade e Família da Câmara dos Deputados

12/07/2019, São Paulo (SP) – por Dr. Marco Kulcsar – primeiro-secretário da SBCCP

Nesta quinta-feira, 11/07, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) participou, em Brasília (DF), do Seminário de Políticas Públicas para o Câncer de Cabeça e Pescoço, a convite da deputada Carmen Zanotto (SC), que teve como objetivo a necessidade de atualização da Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Câncer de Cabeça e Pescoço (Portaria 516/15) e dar mais visibilidade a essa doença.

Na ocasião, também estiveram presentes a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), representada pelo prof. Dr. Gilberto Castro; a Associação do Câncer de Boca e Garganta (ACBG), representada pela sua presidente Melissa Ribeiro e o Ministério da Saúde, representado por Aline Lopes, da Coordenação Geral de Atenção Especializada.

A reunião foi realizada no Plenário 5, que contou com a presença dos deputados Frederico Escaleira, Miguel Lombardi, Paula Belmonte e Silvia Chagas, além de membros das diversas especialidades médicas e multidisciplinares, que atuam no tratamento do paciente com câncer.

O seminário abordou a importância da prevenção e diagnóstico precoce, pois os mesmos minimizam os custos do tratamento, propiciam uma boa qualidade de vida e melhoram a expectativa de sobrevida desses indivíduos. Mostrou-se também como a morosidade para o diagnóstico no serviço público leva ao diagnóstico tardio, com um estágio avançado da doença. Tal fato determina um custo elevado do tratamento com baixa qualidade de vida e sobrevida menor de 30% em 5 anos, na maioria dos casos.

Na explanação da ACBG, Melissa demonstrou como o doente tratado do câncer dessa região tem inúmeras sequelas, como o afastamento do convívio social e o quanto as políticas atuais de saúde não permitem reabilitar e integrar o doente à sociedade.

O Ministério da Saúde, em sua exposição, não trouxe nenhuma novidade. Somente explicou como é a rotina, desde o atendimento da saúde básica até as unidades especializadas. Não trouxe nenhum número ou proposta de melhora no atendimento do paciente com Câncer de Cabeça e Pescoço.

Nesse seminário, foi entregue aos parlamentares as diretrizes criadas em evento da ACBG em novembro de 2018 e assinadas por 18 sociedades médicas e multidisciplinares, com um atendimento integral ao nosso paciente, em oposição ao publicado como diretriz pela CONITEC em 2015, a qual foi contestada por todas as sociedades médicas que tratam o Câncer de Cabeça e Pescoço.

Assim, com o “Julho Verde” e colaboração dos deputados, inicia-se o processo do tratamento multidisciplinar para o Câncer de Cabeça e Pescoço, além de demonstrar que prevenir e diagnosticar de forma precoce, mantém a dignidade do indivíduo.

Segundo informações da Câmara dos Deputados, no final do ano passado, a Casa aprovou proposta que institui julho como Mês Nacional de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. O texto está agora em análise no Senado.